quarta-feira, 30 de junho de 2010

Gorro em crochê Cherry

Um gorrinho fofo feito para um bebê mais fofo ainda.
Feito em fio Molett 40g cores 6133, 010, 7650 e agulhas 2,5mm.
É uma linda combinação de cores que pretendo usar mais vezes.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Receita de sucesso! (update)

Essa golinha eu faço desde 2005 e é sucesso sempre. O crédito da foto da gola é do site da Martha Stewart. A outra é minha gola vermelho púrpura (ou seria acajú?) executada no fio Elegance, cor 2049 da Cisne e agulhas número 6. E ainda uma outra bem pequena feita no fio D' Primera Multicolor,  cor 161, da Coats, agulhas número 6. Tive que corrigir a postagem depois de um puxão de orelhas que tomei de uma aluna. Vivendo e aprendendo. Vivi, estão aí todas as especificações do produto com propaganda grátis e tudo mais. Não prometo fazer isso sempre. Beijos querida!


quinta-feira, 24 de junho de 2010

Centro de mesa em Diagonale

Fiz esse para a mesa da minha cunhada. Ela queria algo bem colorido.
Usei a técnica do Diagonale. Esse pontinho é precioso, é impressionante a quantidade de peças que se pode criar com ele.
Flores enormes nas pontas. 
Eu achei colorido demais. Ela gostou. 
Aqui, um gráfico fácil de seguir. 
E AQUI, um tutorial com uma outra técnica de Diagonale que também fica lindo. Divirtam-se.

Minha versão do cachecolar


Já que o cachecol que Fátima Bernardes usou na apresentação da cerimônia de  abertura da Cup South Africa 2010, ficou tão famoso quanto ela, não resisti e criei um pra mim. Digo criei porque uma coisa quase virou outra. Ainda lembra o original (O que ela usa é feito em tear ou ponto barra 1/1, notem que a trama é bem fechada, com uma flor enrolada costurada manualmente e prende-se com um pequeno botão por trás da flor). Eu troquei os pontos, o modelo da flor, o modo de fazer e de abotoar também. Fiz uma flor  de crochê em camadas, montei os pontos pra o tricô na própria flor, teci em cordões de tricô e o botão da flor abotoa o cachecol. Coisas de Hilda, gosto de reinventar. Fiquei satisfeita com o resultado. Não consegui uma boa foto, mas clicando aqui , você pode assistir em vídeo a própria moça-chique-de-viver, dando uma aula de estilo e bom gosto ao falar sobre os seus cachecóis usados durante toda a Copa. Com todos os detalhes, inclusive com uma imagem mais nítida do cachecolar. 

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A flor de crochet com o gráfico

Eu fui, vou outras vezes! Não perca.




Comida da melhor, coisas lindas de se ver, gente bonita e acolhedora, foi o que eu encontrei lá. Os preços estão acessíveis, e desde a entrada se percebe a simpatia e organização.

Assisti a divulgação pela tv mas não me programei pra visitar a feira .Ontem fazendo caminhada ali por perto, eu o o filhotão, não resistimos e entramos. Assim suados mesmo, empoeirados, sem lenço nem documento. Foi "ótemo"!

Ficamos deslumbrados. Muita coisa linda e muita gente bonita. Eu recomendo. Assista o vídeo abaixo para ter uma idéia. A feira só termina no domingo, dia 20. Acontece na Concha Acústica, na beira do Lago Paranoá. Um cenário lindo de Brasília.

Você pode conferir toda a programação dessas e das próximas feiras que visitarão o país aqui:http://www.mda.gov.br/feira2010/

Tem até o mapa de como se chega a Concha Acústica . Tem transporte gratuito pra se chegar lá também, partindo da Rodoviária do Plano Piloto. Confira.

video

sábado, 12 de junho de 2010

Ter ou não ter namorado, de Carlos Drumond de Andrade.



Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção.A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira:basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes,dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas,medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade.
Namorar é fazer pactos com a felicidade,ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.
Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas,de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia,ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado.
Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz.
Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo. Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e porque você vive pesando 200Kg de grilos e de medos.
Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança.
De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela.
Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada.
Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.
Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Mais vintage, peças lindas.





























Colar em crochê.


Pois bem:
Fiz, fotografei, postei, desgostei e desmanchei. Olhando agora, me arrependi de ter desmanchado. Era só fazer uns pequeninos ajustes.
Vá entender  a criatura insana, vá...

Das famosas 'canções de ninar'.


- E aí, véio?
- Beleza, cara?
- Ah, mais ou menos. Ando meio chateado com algumas coisas.
- Quer conversar sobre isso?
– É a minha mãe. Sei lá, ela anda falando umas coisas estranhas, me botando um terror, sabe?
- Como assim?
- Por exemplo: há alguns dias, antes de dormir, ela veio com um papo doido aí. Mandou eu dormir logo senão uma tal de Cuca ia vir me pegar. Mas eu nem sei quem é essa Cuca, pô. O que eu fiz pra essa mina querer me pegar? Você me conhece desde que eu nasci, já me viu mexer com alguém?
- Nunca.
- Pois é. Mas o pior veio depois. O papo doido continuou. Minha mãe disse que quando a tal da Cuca viesse, eu ia estar sozinho, porque meu pai tinha ido pra roça e minha mãe passear. Mas tipo, o que meu pai foi fazer na roça? E mais: como minha mãe foi passear se eu tava vendo ela ali na minha frente? Será que eu sou adotado, cara?- Sabe a sua vizinha ali da casa amarela? Minha mãe diz que ela tem uma hortinha no fundo do quintal. Planta vários legumes. Será que sua mãe não quis dizer que seu pai deu um pulo por lá?
- Hmmmm. pode ser. Mas o que será que ele foi fazer lá? VIXE! Será que meu pai tem um caso com a vizinha?
- Como assim, véio?
- Pô, ela deixou bem claro que a minha mãe tinha ido passear. Então ela não é minha mãe. Se meu pai foi na casa da vizinha, vai ver eles dois tão de caso. Ele passou lá, pegou ela e os dois foram passear. É isso, cara. Eu sou filho da vizinha. Só pode!
- Calma, maninho. Você tá nervoso e não pode tirar conclusões precipitadas.
- Sei lá. Por um lado pode até ser melhor assim, viu? Fiquei sabendo de umas coisas estranhas sobre a minha mãe.
- Tipo o quê?
- Ela me contou um dia desses que pegou um pau e atirou em um gato. Assim, do nada. Mó maldade, meu! Vê se isso é coisa que se faça com o bichano!
- Caramba! Mas por que ela fez isso?
- Pra matar o gato. Pura maldade mesmo. Mas parece que o gato não morreu.
- Ainda bem.
- E sabe a Francisca ali da esquina?
- A Dona Chica? Sei sim.
- Parece que ela tava junto na hora e não fez nada. Só ficou lá, paradona, admirada vendo o gato berrar de dor.
- Putz grila. Esses adultos às vezes fazem cada coisa que não dá pra entender.
- Pois é. Vai ver é até melhor ela não ser minha mãe, né? Ela me contou isso de boa, cantando, sabe? Como se estivesse feliz por ter feito essa selvageria. Um absurdo. E eu percebo também que ela não gosta muito de mim. Esses dias ela ficou tentando me assustar, fazendo um monte de careta. Eu não achei legal, né. Aí ela começou a falar que ia chamar um boi com cara preta pra me levar embora.
- Nossa, véio. Com certeza ela não é sua mãe. Nunca que uma mãe ia fazer isso com o filho.
-Um dia ela me contou que lá no bosque do final da rua mora um cara, que eu imagino que deva ser muito bonitão, porque ela chama ele de “Anjo”. E ela disse que o tal do Anjo roubou o coração dela. Ela até falou um dia que se fosse a dona da rua, mandava colocar ladrilho em tudo, só pra ele pode passar desfilando e tal.
- Nossa, que casamento bagunçado esse. Era melhor separar logo.
- É. só sei que tô cansado desses papos doidos dela, sabe? Às vezes ela fala algumas coisas sem sentido nenhum. Ontem mesmo veio me falar que a vizinha cria perereca em gaiola, cara. Vê se pode? Só tem louco nessa rua.
- Ixi, cara. Mas a vizinha não é sua mãe?
- Então, é mesmo! Tô ferrado de qualquer jeito.


Achei hilário!
Ótima manhã pra vocês!